Um filhote de gato espirrando pode gerar preocupação imediata, especialmente para tutores de primeira viagem. Embora, em alguns casos, o espirro seja apenas uma reação passageira a poeira ou cheiros fortes, ele também pode ser um dos primeiros sinais de que algo não está indo bem com a saúde respiratória do gatinho.
Nos filhotes, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, o que os torna mais sensíveis a vírus respiratórios comuns, como a rinotraqueíte felina e o calicivírus. Além disso, alergias, irritantes do ambiente ou até um pequeno corpo estranho no nariz podem desencadear espirros frequentes, acompanhados ou não de outros sintomas.
Neste guia, você vai aprender a diferenciar situações leves de sinais que exigem atenção veterinária, entender o que observar em casa antes de sair correndo para o consultório e saber quando a ida ao veterinário é indispensável. Também reunimos orientações práticas sobre cuidados, hidratação e prevenção para ajudar seu filhote a se recuperar com mais conforto e segurança.
Leia também o nosso artigo “Quais Os Primeiros Cuidados Com A Saúde Do Gatinho“.
Causas comuns para um filhote de gato espirrando

Filhotes espirram por motivos simples e por outros que exigem atenção. Espirros isolados podem ser poeira ou um cheiro forte; espirros frequentes, com secreção ou olhos fechados, pedem cuidado rápido.
Vírus como herpesfelino (rinotraqueíte) e calicivírus são causas frequentes: causam congestão, espirros, olhos lacrimejantes e perda de apetite; são altamente contagiosos entre gatos.
Outras causas: alergias ambientais, corpos estranhos no nariz (ex.: ponta de grama) e irritantes domésticos — fumaça, perfumes ou pó. Espirros isolados e curtos tendem a ser menos graves que espirros contínuos com sinais sistêmicos.
Vírus respiratórios felinos: rinotraqueíte e calicivírus
Rinotraqueíte felina (herpesvírus) provoca espirros, congestão nasal e olhos com crostas. Filhotes têm sistema imune frágil; sinais aparecem rápido e podem piorar em dias. O vírus pode ficar latente e reaparecer em estresse.
Calicivírus causa espirros, úlceras na boca e febre. Ambos se espalham por contato direto, secreções ou objetos contaminados. Se seu filhote de gato espirrando tiver secreção espessa, febre ou parar de comer, a visita ao veterinário é urgente.
Alergias, poeira e corpo estranho no nariz do filhote
Alergias surgem quando o filhote reage a pó, mofo, produtos de limpeza ou cheiros fortes. Sinais: espirros repetidos — principalmente ao entrar em determinado ambiente — e olhos sem muita secreção. Trocar o tipo de areia ou limpar o ambiente pode resolver.
Corpo estranho no nariz costuma causar espirros fortes e repetidos, às vezes só de um lado; o filhote coça o focinho ou tenta remover algo com a pata. Espirros bruscos e unilaterais indicam verificar presença de corpo estranho.
O que você pode checar em casa antes de ir ao veterinário
Antes de sair de casa, verifique:
- Respiração, apetite e nível de energia.
- Secreção clara (viral/irritante) ou espessa/amarelada (possível infecção).
- Sinais de corpo estranho: espirros intensos só de um lado, coçar o nariz.
- Ambiente: poeira, fumaça, perfumes ou produtos de limpeza recentes.
ATENÇÃO: se o filhote tiver dificuldade para respirar, febre alta, olhos fechados por crostas, vômito ou desidratação, leve-o ao veterinário imediatamente.
Sintomas que acompanham o filhote de gato espirrando

Quando um filhote de gato espirrando apresenta outros sinais, é mais fácil identificar a gravidade. Observe secreção nasal (clara no início, podendo ficar espessa), olhos lacrimejantes com crostas e mudança de comportamento — mais quieto, menos ativo.
A perda de apetite é um alerta importante: filhotes com fome reduzida perdem peso e ficam mais vulneráveis. Se recusar alimento por mais de 24 horas, procure ajuda.
Além disso, atenção à respiração e à atitude: esforço para respirar, tosse, evitar brincar ou procurar calor são sinais de que algo não vai bem.
Secreção nasal, olhos lacrimejantes e perda de apetite
A secreção muda conforme a causa: aquosa sugere irritação ou vírus; espessa/amarelada pode indicar infecção bacteriana. Mau cheiro, sangue ou muita crosta exigem avaliação. Conjuntivite pode acompanhar a coriza.
Tente oferecer comida morna ou mais palatável; se o filhote recusar por mais de um dia, leve ao veterinário. Medidas caseiras ajudam, mas não substituem exame profissional se o quadro não melhora.
Atenção: se a secreção mudar de cor, cheirar mal ou o filhote tiver febre, contate o veterinário.
Como identificar filhote fraco ou com sinais de desidratação
Filhotes desidratados ficam molengas e apáticos. Faça o teste do turgor (apertar levemente a pele do pescoço): se demora a voltar, há sinais de desidratação. Olhos fundos, gengivas secas e redução da urina também são indicativos. Em filhotes, a desidratação progride rápido.
Quando os sinais indicam necessidade de atenção imediata
Procure atendimento se houver:
- Dificuldade para respirar.
- Gengivas muito pálidas ou azuladas.
- Vômito/diarreia persistente.
- Desidratação intensa (pele que não volta ao lugar, olhos afundados) ou perda de consciência.
Como o veterinário diagnóstica um filhote de gato espirrando

O veterinário fará exame físico (olhos, nariz, garganta, gânglios) e avaliará secreção, febre e desidratação. A partir do histórico e dos sinais, ele considerará causas: vírus (herpes, calicivírus), bactérias, alergias ou corpo estranho, e decidirá quais exames são úteis — nem sempre tudo precisa ser testado de imediato.
Perguntas que o veterinário fará sobre histórico e sintomas
O veterinário perguntará:
- Quando começaram os espirros?
- Frequência e padrão dos espirros?
- Apetite, ingestão de água e nível de energia?
- Vacinação e contato com outros gatos?
- Há secreção ocular ou lesões na boca?
Se o filhote estiver ofegante, com muita febre ou parando de comer, leve ao veterinário imediatamente.
Exames comuns: swab nasal, hemograma e testes virais
- Swab nasal/orofaríngeo para PCR ou cultura — identifica herpes e calicivírus.
- Hemograma para avaliar infecção ou anemia.
- Testes rápidos para FeLV e FIV quando indicado.
Resultados rápidos geralmente no mesmo dia (hemograma/testes rápidos); PCR e culturas podem levar 2–7 dias.
Tratamentos que o veterinário pode recomendar para filhotes espirrando
O objetivo é tratar a causa e aliviar desconforto. O veterinário pode indicar tratamento medicamentoso, cuidados de suporte ou ambos. Infecções virais muitas vezes recebem suporte; infecções bacterianas exigem antibióticos. A recuperação varia: dias para resfriados leves, semanas para vírus respiratórios felinos.
Siga a receita do veterinário e retorne se piorar. Além de medicação, o veterinário pode orientar vacinas, isolamento e mudanças na rotina para manter o local limpo, quente e úmido.
Medicamentos possíveis: antibiótico tópico, antivirais e descongestionantes
O veterinário pode prescrever:
- Colírios antibióticos ou antibiótico oral quando indicado.
- Antivirais em casos específicos.
- Descongestionantes suaves apenas sob prescrição veterinária.
Nunca administre ou ajuste medicação sem orientação: doses dependem de peso e idade.
Limpeza nasal segura e cuidados de suporte em casa
Use soro fisiológico morno para amolecer secreções e compressas suaves para limpar olhos. Evite cotonetes dentro das narinas. Umidificador ou vapor ajudam a soltar muco. Isole o filhote de outros gatos, garanta água fresca e ofereça alimento palatável. Se recusar comer, converse com o veterinário sobre estimulantes de apetite ou alimentação assistida.
Medicamentos que você nunca deve dar sem orientação
Nunca administre remédios humanos como paracetamol, ibuprofeno, pseudoefedrina — podem ser fatais. Esteroides, antibióticos sem receita e óleos essenciais também são perigosos. Leve sobras de medicação ao veterinário e peça orientação.
Hidratação felina e o filhote de gato não bebe água

Hidratação é vital. Filhotes que não bebem correm risco rápido de desidratação. Razões simples: pote sujo, tipo de recipiente, gosto da água; razões médicas: dor, boca inflamada, febre ou congestão nasal (por exemplo, filhote de gato espirrando). Mude o pote, a temperatura da água e a localização. Se a ingestão de líquidos cair mais de 12–24 horas, procure o veterinário. Para reconhecer sinais e medidas iniciais em casa, consulte orientações sobre Sinais e cuidados para desidratação.
Técnicas simples para estimular seu filhote a beber mais
- Troque o recipiente (cerâmica/vidro) e limpe com frequência.
- Use ração úmida ou misture água/caldo sem sal na ração seca.
- Ofereça água morna ou água com um pouco de caldo de frango sem sal.
- Use uma fonte para gatos (fluxo de água).
- Ofereça pequenas porções com seringa oral (sem agulha) se o filhote aceitar.
Atenção: se recusar água e apresentar fraqueza, vômito contínuo ou gengivas muito secas, leve ao veterinário sem demora.
Quando usar alimentação úmida ou soro para repor líquidos
Ração úmida ajuda a aumentar a ingestão de água em 24–48 horas. Soro fisiológico oral ou soluções específicas podem ajudar em desidratações leves, mas não substituem avaliação profissional em casos moderados a graves. Para desidratação significativa, o veterinário pode administrar fluidos subcutâneos ou intravenosos.
Sinais de alerta em desidratação
Gengivas secas, turgor reduzido da pele, olhos afundados, fraqueza, letargia ou pouca urina exigem atendimento imediato.
Prevenção com vacinas e higiene para evitar espirros
Vacinas protegem contra os principais vírus que causam espirros. Higiene reduz a carga de germes no ambiente. Lave tigelas, camas e brinquedos; ventile os cômodos e troque a areia com frequência. Use produtos seguros e evite cheiros fortes.
Calendário básico de vacinação para filhotes
- Primeira dose: 6–8 semanas — FVRCP (rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia).
- Reforços: a cada 3–4 semanas até pelo menos 16 semanas.
- Raiva: 12–16 semanas, conforme legislação local.
- Reforços anuais ou trienais conforme o tipo de vacina e orientação do veterinário.
Atenção: se o seu filhote apresenta secreção espessa, olhos colados, febre ou falta de apetite, leve ao veterinário imediatamente.
Limpeza do ambiente e isolamento de gatos doentes
- Use cloro diluído (1:32) para desinfetar pisos e caixas plásticas; sabão quente para tecidos.
- Lave as mãos entre gatos e troque luvas ao cuidar de um doente.
- Isole o gato doente em um cômodo com ventilação, água e comida separados.
- Tenha caixa de areia, toalhas e utensílios apenas para ele até a recuperação.
Como reduzir riscos em casas com vários gatos
Vacine todos os gatos, isole novos chegados por pelo menos duas semanas e mantenha múltiplas caixas de areia e estações de comida. Reduza o estresse com brincadeiras e rotina; gatos menos estressados adoecem menos.
Risco de transmissão e proteção da família e outros pets

Filhote de gato espirrando pode espalhar vírus e bactérias por gotículas e objetos contaminados. Para proteger a casa:
- Mantenha isolamento parcial do filhote.
- Separe cobertores e utensílios.
- Lave mãos frequentemente.
Se houver pessoas com imunidade baixa ou crianças pequenas em casa, adote maior cautela.
Como o vírus ou bactéria se espalha entre gatos
Por gotículas ao espirrar/tossir, contato direto (limpeza mútua, dormir junto) e superfícies contaminadas. Alguns agentes sobrevivem horas ou dias fora do corpo, por isso limpeza e isolamento rápidos são essenciais.
Risco para humanos e cuidados para crianças e adultos
Risco direto para humanos é baixo na maioria dos casos; calicivírus e herpes felino raramente infectam pessoas. Exceções: micose (dermatofitose) pode transmitir-se a humanos. Regras práticas: evitar beijos no focinho, não encostar o rosto no gato, lavar mãos após contato.
Rotina de limpeza e desinfecção segura
- Ventile o local.
- Use luvas ao limpar secreções.
- Limpe sujeira visível com sabão antes de desinfetar.
- Lave tecidos em água quente e seque bem.
- Separe comedouros e brinquedos até recuperação.
Quando seu filhote de gato espirrando precisa de emergência

Espirros isolados podem ser leves, mas procure o pronto-socorro veterinário se houver:
- Dificuldade para respirar.
- Letargia ou fraqueza marcante.
- Perda de apetite prolongada (>24 h).
- Febre alta, vômito persistente, desidratação.
ATENÇÃO: se notar qualquer combinação de dificuldade para respirar, fraqueza ou desidratação, vá ao pronto-socorro veterinário imediatamente.
Dificuldade para respirar, fraqueza ou não se alimentar
Respiração ofegante, procurar ar pela boca ou aparentar luta para puxar ar é urgente. Esses sinais podem indicar obstrução, pneumonia ou problemas cardíacos. Filhotes que não aceitam comida por >24 h podem descompensar rapidamente.
Febre alta, vômito persistente e sinais de desidratação
Febre alta, tremores, olhos fundos, vômito contínuo e ausência de urina exigem atendimento. Teste do turgor e observação das gengivas ajudam a avaliar gravidade.
Como preparar e transportar seu filhote fraco ao veterinário
- Mantenha-o aquecido e calmo; envolva-o numa toalha macia.
- Use transportador forrado com pano limpo.
- Leve histórico de vacinação, contato do veterinário e, se possível, amostras de secreção/vômito.
Cuidados em casa e monitoramento do filhote de gato espirrando

Monitore apetite, energia e respiração diariamente. Crie espaço calmo e quente, evite correntes de ar e cheiros fortes. Registre início e evolução dos sintomas para facilitar a avaliação do veterinário.
Diário de sintomas: o que anotar para mostrar ao vet
Anote data/hora de espirros, presença de tosse, cor do muco, apetite, ingestão de água, peso (se possível) e medicações dadas (nome, dose e horário). Fotos das secreções ou lesões ajudam.
Atenção: procure o veterinário imediatamente se notar dificuldade para respirar, gengivas pálidas, febre alta ou fraqueza súbita.
Ajustes no ambiente para conforto e recuperação
- Cantinho sem barulho, com temperatura estável e cobertor macio.
- Umidificar o ar (umidificador ou vapor do banho) para soltar muco.
- Limpeza suave de patinhas e rosto com pano morno.
Checklist diário para acompanhar a melhora
- Contagem de espirros e horários.
- Apetite (oferecido vs consumido).
- Ingestão de água.
- Nível de atividade.
- Cor e presença de secreção nasal/ocular.
- Temperatura corporal (normal: 38–39 °C), se souber medir.
- Medicação (nome, dose, hora).
- Uso da caixa de areia.
- Sinais de desconforto ao respirar.
- Peso semanal (se possível).
Conclusão
Se o seu filhote está apenas dando espirros isolados, provavelmente é algo leve. Mas se houver secreção, perda de apetite, desidratação ou dificuldade para respirar, não hesite: procure o veterinário. Observe apetite, energia e respiração. Cuidados simples em casa — hidratação, ambiente limpo e úmido, ração úmida — ajudam, mas não dê remédios humanos. Vacinação e higiene são a melhor prevenção. Confie no seu instinto: se algo parecer errado, aja rápido. Para mais dicas práticas, visite https://gatozinhos.com.br.
Perguntas frequentes
- Filhote de gato espirrando: quando é normal?
R: Quando é raro e sem outros sinais — pode ser poeira ou cheiro forte. - Filhote de gato espirrando: quando é sinal de doença?
R: Se houver muco, olhos lacrimejando, febre ou apatia. - Filhote de gato espirrando: quando procurar o veterinário?
R: Se os espirros durarem mais de 48 horas, houver secreção, perda de apetite ou dificuldade para respirar. - Filhote de gato espirrando: pode ser contagioso para outros gatos?
R: Sim. Muitos vírus e bactérias se espalham facilmente. Isole o filhote. - Filhote de gato espirrando: como cuidar em casa?
R: Mantenha ar limpo e úmido, ofereça água e comida palatáveis e monitore sinais. Procure vet se não melhorar. - Filhote de gato espirrando: precisa de antibiótico?
R: Nem sempre. Antibiótico só com indicação do veterinário. - Filhote de gato espirrando: as vacinas ajudam?
R: Sim. Vacinas reduzem o risco de infecções que causam espirros. - Filhote de gato espirrando: pode ser alergia?
R: Sim. Poeira, fumaça e produtos de limpeza podem causar espirros. - Filhote de gato espirrando: quanto tempo costuma durar?
R: Pode durar dias ou semanas, dependendo da causa. Se passar de duas semanas, consulte o vet. - Filhote de gato espirrando: quando é emergência?
R: É emergência se houver dificuldade para respirar, gengivas pálidas ou desmaio — leve-o imediatamente.
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